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  • Rita

Junho e Julho/21

Queridos alunos 🌱,

Aqui ficam os horários para os meses de JUNHO e JULHO, assim como as datas importantes a assinalar na vossa agenda, como os feriados, os dias de Lua e o 4º aniversário do 🌱Padma Yoga Shala, que conseguiu sobreviver até agora, apesar de tudo!



À medida que alguns antigos alunos regressam após vários meses de ausência e outros partem definitivamente seguindo o seu coração por novos caminhos e aventuras, contemplo sem julgamentos a impermanência da vida… Quatro anos depois, o Shala tem menos um aluno que no mês da sua inauguração… No entanto, ninguém pode negar o caminho já percorrido, por mim, por nós!

Tal como na nossa prática de Ashtanga Yoga, em que recomeçamos a mesma sequência de cada vez que subimos para o tapete e apesar de poder parecer que estamos sempre a fazer a mesma coisa, sabemos que cada prática é sempre diferente e deve ser realizada com atenção plena, mente de principiante e dedicação total, assim tem sido a aventura de manter o Shala aberto e a funcionar normalmente ao longo destes quatro anos, apesar de todos os desafios e adversidades! Na Vida, como na prática, tudo é um constante recomeço e as possibilidades são sempre infinitas!

Muito grata a todos vós, que através da vossa dedicação e determinação, têm contribuído para que este espaço se tenha mantido vivo até agora! 🙏✨💚




EM JUNHO

Quinta-feira, 03/06 Feriado (Corpo de Deus) Aula apenas de manhã, das 8h30 às 10h30.

Quarta-feira, 09/06 Aula excepcional das 17h00 às 20h00.

Quinta-feira, 10/06 Feriado (Dia de Portugal) e LUA NOVA 🌑 ENCERRADO

Segunda-feira, 21/06 Solstício de Verão e Dia Internacional do Yoga.

Quarta-feira, 23/06 Aula excepcional das 17h00 às 20h00.

Quinta-feira, 24/06 LUA CHEIA 🌕 ENCERRADO

EM JULHO

Sexta-feira, 02/07 4º Aniversário do 🌱Padma Yoga Shala.

Sábado, 03/07 Possibilidade de um Convívio ao ar livre, para celebrarmos o aniversário do 🌱Padma Yoga Shala, se estiverem disponíveis e interessados.

Sábado, 10/07 LUA NOVA 🌑

Sábado, 24/07 LUA CHEIA 🌕




Estamos prestes a entrar nos meses de Verão e, para alguns de vós, as férias tão necessárias e desejadas, começam a aproximar-se a passos largos! São meses em que a afluência ao Shala costuma diminuir bastante, os dias ficam mais longos e ensolarados, a água do mar fica mais quente e a vontade de sair para o exterior e aproveitar a Natureza aumenta…

Muitas foram as vezes em que me ouviram dizer que o Yoga não tira férias, mas não há dúvida que, nesta altura do ano, quem deseja manter a sua prática habitual em tempo de férias, vai sentir que é necessário desenvolver um maior esforço pessoal e uma maior dedicação.

Para alguns de vós, cuja razão principal da vossa prática já está inscrita em cada uma das vossas células, a questão das “férias da prática” nem sequer se coloca. O Yoga deixa de ser algo que fazemos e passa a ser algo que somos. Cada dia. Todos os dias. Através da nossa prática criamos as fundações e encontramos um sentido para o resto das nossas actividades quotidianas. Através da nossa prática, desenvolvemos as características e ferramentas que nos permitem evoluir em consciência no mundo, encontrar estabilidade e também flexibilidade para agir de forma harmoniosa e equilibrada em todas as circunstâncias, connosco mesmos, com os outros, com o mundo que nos rodeia.

Mas não é assim para todos ou não é assim sempre. Não porque não sejamos capazes de reconhecer os benefícios de uma prática constante e regular, até porque sempre que há ausências prolongadas da prática ou do Shala, a primeira coisa que me costumam dizer é : “Nem imaginas a falta que « isto » me fez!”. Já deixei de contar o número de vezes que ouvi esta frase depois de umas férias, de uma viagem de trabalho, de uma lesão, de uma gravidez, de um luto ou qualquer outra razão que vos tenha afastado do Shala por algum tempo e, como podem calcular, não preciso “imaginar” a falta que vos fez, eu consigo ver a falta que vos fez! Vejo no vosso corpo, na vossa respiração, na vossa mente e na vossa presença, assim como vejo a forma como recuperam mais ou menos rapidamente tudo o que ficou desleixado por uns tempos, prática após prática!! 😉😊 E também sei, por experiência pessoal, a falta que me faz, quando interrompo a prática, nem que seja por dois ou três dias…

Mas apesar de sabermos a falta que nos faz esta prática constante e regular, por vezes falta-nos a força, a coragem, a determinação, a motivação ou simplesmente o reconhecimento da verdadeira razão e essência da nossa prática…



Através dos Yama, de que vos falei na última Newsletter e que são a primeira etapa ou membro do Yoga (aṅga अङ्ग), aprendemos a controlar as nossas tendências naturais e instintivas, inerentes a todos os seres vivos, de modo a harmonizar as nossas relações em sociedade e com os seres vivos em geral. Mas quando queremos encontrar dentro de nós a força e a determinação para manter a nossa prática de Yoga em qualquer situação (boa ou menos boa, fácil ou menos fácil, propícia ou menos propícia…), para além de ser extremamente importante encontrar clareza dentro do nosso coração relativamente às razões pelas quais decidimos praticar e enveredar por este caminho, é indispensável cultivar a prática dos Niyama, que constituem a segunda etapa ou membro da prática de Yoga.

Os Niyama (नियम), que tal como os Yama também são cinco, são as regras de conduta ou “observâncias”. O seu propósito é a organização da vida interior e pessoal do yogin. Estas observâncias, que devem ser praticadas quotidianamente, permitem eliminar as emoções e pensamentos e trazem apaziguamento e estabilidade tanto à prática como à vida.




O primeiro Niyama é śauca (शौच), a purificação ou pureza. Esta purificação diz respeito à higiene corporal externa, mas também à purificação interior dos órgãos, que se obtém através de um modo de vida saudável ou com a ajuda de diversos processos de limpeza interna (kriyā क्रिया). A purificação interior refere-se igualmente ao saneamento dos pensamentos e emoções, que se obtém, neste caso específico, através da concentração (dhāraṇā धारणा) e da meditação (dhyāna ध्यान). Śauca pode e deve igualmente ser aplicado ao nosso espaço de vida, de trabalho, de prática e esta “limpeza” é amplamente simplificada quando colocamos igualmente em prática aparigraha (अपरिग्रह), o último Yama, que é a não-possessão ou o desprendimento.


Se cada um de vós e eu fizéssemos todos os dias uma “limpeza” na nossa mente, livrando-a das reminiscências de ontem, cada um de nós possuiria uma mente nova, uma mente capaz de enfrentar os numerosos problemas da existência.

Jiddu Krishnamurti


A maioria das pessoas preocupa-se essencialmente com uma higiene externa e de aparência, mas dá pouco valor à purificação interna (seja do corpo, seja da mente…) e desculpa ou aprova facilmente hábitos de vida pouco saudáveis de um ponto de vista físico, psíquico, emocional ou espiritual, sob os mais diversos pretextos. É mais fácil privilegiar o prazer ou o conforto temporário sentido no momento específico em que nos deixamos “deslizar” para hábitos que reconhecemos como sendo menos saudáveis ou mesmo prejudiciais para nós, que manter a firmeza que nos garante a integridade e a pureza do nosso corpo físico, do nosso corpo energético, do nosso corpo mental, do nosso corpo energético, do nosso corpo do intelecto (buddhi) e do nosso corpo causal, ou seja, dos nossos cinco kośa (कोश). Tão mais fácil… E assim vamos comendo e bebendo coisas que não nos fazem bem, vamos fumando e consumindo outras substâncias nefastas para a nossa saúde, vamos descurando o tempo de repouso ou relaxamento e, no final, tomamos medicamentos com a esperança que possam corrigir os maus hábitos precedentes e acabamos por poluir ainda mais o nosso organismo… Simplesmente porque é mais fácil a curto e médio prazo, disso não há dúvida! Mas todos sabemos interiormente que é tão mais prejudicial a médio e longo prazo, não é verdade?


Que o seu remédio seja o seu alimento,

e que o seu alimento seja o seu remédio.

Hipócrates


É através da prática de āsana e de meditação, de uma escolha cuidadosa daquilo que permito que impregne o meu corpo e a minha mente, da limpeza e da simplificação do meu espaço de vida e de trabalho, assim como através da transparência e sinceridade nas minhas relações, que vou praticando śauca no dia a dia. Todos os dias somos “poluídos” por algo, seja exterior, seja interior! Se não formos suficientemente disciplinados para manter a prática de śauca ao quotidiano, rapidamente podemos sentir a sobrecarga dessa poluição a manifestar-se no nosso corpo e na nossa mente…


O homem vive preocupado em viver muito e não em viver bem, quando na realidade não depende dele o viver muito, mas sim o viver bem.

Séneca



Saṃtoṣa (संतोष), o segundo niyama, é o contentamento. O contentamento é a capacidade que o yogin tem de não se deixar afectar por qualquer tipo de acontecimento, seja ele externo ou interno, mantendo a cada instante a serenidade. É igualmente a capacidade de se contentar com pouco, de ser frugal, de ser sereno.


Quem vive contente com nada, possui todas as coisas.

Nicolas Boileau


Somos constantemente testados na nossa capacidade de aceitação. Estamos constantemente divididos entre o que gostaríamos que fosse e o que é. A prática de saṃtoṣa vai ajudar-nos a diminuir o espaço entre uma coisa e outra, a enraizar na equanimidade e a cultivar a serenidade e a tranquilidade em todas as situações.

A maioria das pessoas vê o contentamento como algo que simplesmente acontece, quando tudo corre bem e de acordo com os seus planos, desejos ou intenções, mas o yogin encara o contentamento como uma prática quotidiana (ou pelo menos constante e regular!), tal como todos os outros membros do Yoga e esforça-se por desenvolver as características necessárias para não se deixar perturbar pelas adversidades e dificuldades que possam surgir na sua prática ou na sua vida.

Obviamente, a prática do contentamento não implica a aceitação de tudo e mais alguma coisa, sob pretexto de não perder a serenidade mental, até porque existem diversas formas de obter essa mesma serenidade (ver Yogasūtra de Patañjali, de I, 33 a I, 39). Mas através da prática do contentamento vamos aprendendo a ver tudo o que há de bom e positivo, mesmo no menos bom e no negativo. E, acima de tudo, vamos aprendendo a diferenciar entre necessidades e vontades, entre apelo da alma e impulso do ego, entre efémero e eterno, o que nos permite agir, em vez de reagir…

Como tenho uma tendência natural para o optimismo, a prática de saṃtoṣa não é das mais difíceis para mim, mas é verdade que os últimos anos têm sido particularmente desafiantes a nível kármico e, por vezes, torna-se difícil não me deixar afectar por tudo o que está a acontecer à minha volta e dentro de mim… Para conseguir manter a serenidade mental face às adversidades e manter um “nível correcto” de contentamento 😉, tenho alguns “truques na manga” : a prática de āsana, a prática da meditação, a escrita de um diário, tomar banhos de mar e a minha nova paixão, cuidar da horta! 🥕🍉🍆🍅🥒

E vocês, já pensaram em praticar o contentamento ou estão à espera que ele aconteça naturalmente?


Uma vida calma e modesta produz mais contentamento que uma busca de sucesso combinada com constante inquietação.

Albert Einstein




Tapas (तपस्) é a disciplina, o esforço sobre si mesmo, muitas vezes traduzido igualmente pela força da alma adquirida pela ascese. Na prática de Yoga, é preciso ter força e determinação para aceitar o esforço necessário à realização de certas práticas como ficar imóvel numa posição, suportar o silêncio, a fome, a sede, o calor ou o frio e o jejum, por exemplo. Mas é igualmente necessário força e determinação para aceitar o desafio de ser confrontado aos kleśa, às causas de sofrimento, que são a ignorância metafísica da nossa verdadeira essência (avidyā अविद्या), o egoísmo (asmitā अस्मिता), o apego (rāga राग), a repulsa (dveṣa द्वेष) e o medo da morte ou um forte apego à vida, causa da nossa ansiedade existencial (abhiniveśa अभिनिवेश), sem se deixar desviar do caminho proposto e sem desistir do objectivo final que é mokṣa (मोक्ष), a Liberdade.


A força não provém da capacidade física.

Provém de uma vontade indomável.

Mahatma Gandhi


De uma maneira geral, na sociedade actual, existe uma tendência a “fugir” ou evitar a dificuldade, o desconforto, a dor e mesmo a morte, como se o facto de não sermos pessoalmente confrontados a tudo isto, como se ao sermos capazes de manter a sua existência num plano diferente daquele em que nos situamos, ao fazer de conta que nada disto existe ou, pelo menos, adormecendo alguns dos inevitáveis sintomas que se manifestam quando somos efectivamente tocados pelas adversidades, realmente conseguíssemos fazer com que tudo desaparecesse…



Para o yogin, as dificuldades, as adversidades, o desconforto, a dor e mesmo a morte são elementos que fazem parte do processo de autoconhecimento e dos quais não faz sentido fugir. São elementos a ser reconhecidos e não ignorados (como faz a grande maioria das pessoas), de forma a poderem ser dominados e depois ultrapassados, com calma e paciência, mas ao mesmo tempo, com determinação e perseverança. Desafio após desafio, o yogin vai-se libertando da influência dos kleśa na sua prática e na sua vida e vai aprofundando, cada vez mais, o conhecimento de si mesmo, o que nos levará ao niyama seguinte…

Poderia falar-vos da forma como pratico naturalmente tapas ao quotidiano, mas acho que não é necessário. Todos me conhecem e todos me vêem no Shala, dia após dia, dificuldade após dificuldade (minha ou vossa), tentando manter a estabilidade e continuar a avançar com tanta força e determinação quanto possível. E não é que não tenha vontade de “fugir”, de “desistir” ou de “mudar de rumo”, de vez em quando… E se isso ainda não aconteceu, é apenas graças à minha prática perseverante de tapas!


E para vocês? O que representa tapas, para além dos aperitivos espanhóis? 😂




Svādhyāya (स्वाध्याय) é o conhecimento [de si mesmo] através do estudo dos textos sagrados e da recitação de mantras. Na tradição brahmânica, o svādhyāya é o estudo e a prática dos textos védicos. Para o yogin, é o estudo dos textos tradicionais relativos à Libertação (mokṣa), assim como de todos os tratados onde são ensinados diferentes aspectos do Yoga.


Quem conhece os outros é sábio.

Quem conhece a si mesmo é iluminado.

Lao-Tsé


No entanto, o seu objectivo não é intelectual, mas sim deixar-se absorver pela sabedoria dos antigos até que a ajuda exterior deixe de ser necessária e o yogin possa encontrar em si mesmo todo o conhecimento necessário para atingir o objectivo final, a Libertação. O verdadeiro Conhecimento vem de dentro para fora, do reconhecimento da nossa verdadeira essência, da integração da sabedoria que só o coração, residência da nossa alma, nos pode transmitir. A prática de svādhyāya estará sempre assente em fontes fidedignas, baseadas na experiência pessoal, no conhecimento empírico e na gnose e, por essa razão, tem a capacidade de nos revelar a nossa verdadeira essência divina, soberana e livre das causas do sofrimento, livre da ignorância, livre do egoísmo, livre do apego e da repulsa e livre do medo da morte. Através da prática de svādhyāya, vamos aprendendo a confiar novamente na nossa intuição e a reconhecer os vṛtti (वृत्ति), as agitações mentais, discernindo facilmente entre o raciocínio justo, o raciocínio errado, a imaginação, o sonho sem sonhos e a memória. E apesar de ainda haver muita gente a pensar que o Yoga é apenas um exercício físico ou uma forma de bem-estar, relembro que o Yoga é a cessação dessas agitações mentais (Yogasūtra I.2 योगश्चित्तवृत्तिनिरोधः॥२॥ yogaś cittavṛttinirodhaḥ ॥2॥ : «O Yoga é a cessação dos movimentos da consciência [da agitação existencial]».)




E, finalmente, depois de ter praticado todos os Yama e todos os Niyama, depois de ter dado o melhor de si mesmo e de ter feito todos os possíveis para se manter firme, dedicado e perseverante nesta prática, o yogin aplica-se a praticar a última das observâncias com a mesma intensidade e dedicação que todas as outras : īśvarapraṇidhāna (ईश्वरप्रणिधान), que é a consagração a Deusou o dom de si mesmo, a “oferenda de todas as suas acções a Deus”.


Inspire, e Deus aproxima-se de você. Contenha a inspiração, e Deus permanece com você. Expire, e você aproxima-se de Deus. Contenha a expiração, e entregue-se a Deus. Sri Tirumalai Krishnamacharya


Na tradição do Yoga, “Deus” ou Īśvara é um Puruṣa (पुरुष) extraordinário (Espírito, Consciência Divina Universal, Princípio Cósmico, Macrocosmos), intocado pela ignorância (avidyā) e o sofrimento (duḥkha दुःख). Ao dedicar todos os seus esforços na prática do Yoga a Īśvara, o yogin assume um espírito de renúncia relativamente aos resultados e aos frutos das suas acções, libertando-se assim do desejo de “realização pessoal” e do egoísmo, extraindo-se do princípio do serviço a si mesmo e colocando-se ao Serviço do Bem Comum.

À medida que vamos praticando este niyama, vamos aprendendo a confiar no Universo, a confiar no Dharma, na Ordem Cósmica e autorizamo-nos a sentir e reconhecer que o Yoga não é diferente da Vida e que a partir de um certo ponto, depois de já termos feito tudo o que era possível, de termos dado o melhor de nós mesmos, de termos “transformado o impossível em possível e o possível em fácil”, como dizia Sri Tirumalai Krishnamacharya ao falar da arte e da ciência que é o Yoga, é preciso saber abrir mão daquilo que achamos que sabemos sobre nós mesmos, sobre os outros e sobre o mundo que nos rodeia e consagrar as nossas acções a Deus, aceitando com equanimidade os resultados das mesmas. Porque no final, nunca se trata do que está a acontecer connosco, com os outros ou com o mundo à nossa volta, mas sim da forma como escolhemos agir face ao que está a acontecer, da nossa capacidade de aceitação, de adaptação, de transformação e de evolução. A cada escolha efectuada de forma consciente, com fé, confiança, o coração aberto e segundo o nosso livre-arbítrio, surge um novo mundo de possibilidades!

O Universo, a Consciência Universal Divina, Deus ou Īśvara, como prefiram, nunca conspira contra nós… Só os véus da ignorância, o ego, o apego, a repulsa e o medo da morte, nos podem impedir de reconhecer esta Verdade, assim como nos impedem de reconhecer a nossa verdadeira essência divina, soberana e livre… Afinal, nós já SOMOS tudo o que procuramos fora de nós, a Existência, a Consciência e a Felicidade (Sat-chit-ānanda सच्चिदानन्द).


Às vezes, render-se significa desistir de tentar compreender e ficar confortável com o não saber.

Eckhart Tolle




Desejo-vos uns excelentes meses de Junho e Julho e espero que encontrem a força para manter a vossa prática ao longo do Verão, onde quer que estejam!! Com todo o meu amor e carinho, desejo-vos coragem, bons questionamentos (hoje e sempre) e boas práticas… Dentro e fora do tapete! Para que um dia, possamos ver no mundo, a mudança que ocorre em nós através do Yoga!


Namaste, 🙏💚🌿 Rita


ॐ असतो मा सद्गमय । तमसो मा ज्योतिर्गमय ।

मृत्योर्मा अमृतं गमय । ॐ शान्तिः शान्तिः शान्तिः ॥

oṁ asato mā sad gamayatamaso mā jyotir gamaya

mṛtyor mā amṛtaṁ gamayaoṁ śāntiḥ śāntiḥ śāntiḥ

Oṁ

Possamos nós ser conduzidos da ilusão para a verdade.

Possamos nós ser conduzidos da escuridão para a luz.

Possamos nós ser conduzidos da morte para a imortalidade.

Que haja Paz, Paz, Paz.