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  • Photo du rédacteurRita

Novembro 2023

“Há que crescer de dentro para fora, ninguém vos pode ensinar, ninguém vos pode tornar espirituais.

Não há outro professor senão a vossa própria alma.”

Swami Vivekanananda

Queridos alunos e amigos ✨,

Em NOVEMBRO, vamos continuar com as aulas da manhã de segunda a quinta-feira, das 7h00 às 9h00 (já se sabe que para quem tem uma prática mais longa, recomendo a entrada o mais tardar até às 7h30). Quem quiser continuar a fazer a sua auto-prática além das 9h00, pode obviamente fazê-lo, como já acontecia anteriormente.

Para quem não pode, não gosta ou não quer praticar de manhã cedo, as aulas no horário da tarde vão manter-se às segundas, terças e quintas-feiras, das 17h30 às 19h30. Para quem tem uma prática mais longa, já sabem que recomendo a entrada o mais tardar até às 18h00, mas quem não tem possibilidade de chegar tão cedo e quiser continuar a fazer a sua auto-prática além das 19h30, também pode fazê-lo.

Este mês de NOVEMBRO, por favor assentem nas vossas agendas que teremos 3 dias “diferentes” :

Quarta-feira, 01/11, o Shala🪷🍃 estará ENCERRADO.

Segunda-feira, 13/11 e Segunda-feira, 27/11, não haverá prática de āsana (posturas आसन), pois estes dois dias serão dedicados ao ensino da respiração consciente, do prāṇāyāma (प्राणायाम - controlo do sopro e expansão da energia vital), da meditação (dhyāna ध्यान) e do aperfeiçoamento das posturas (āsana आसन) ou a conferências (satsaṅga) sobre os diversos ensinamentos do Yoga na sua globalidade. De manhã, entre as 7h30 e as 9h00 e à tarde, entre as 17h30 e as 19h00. Mais informações sobre o programa de cada um destes dias serão colocadas em breve no quadro preto que se encontra à entrada do Shala🪷🍃.

Relembro que o Padma Yoga Shala🪷🍃 está ENCERRADO às sextas-feiras, fins-de-semana e alguns feriados.

🧘‍♀️💜🧘‍♂️


 


 

MUITO IMPORTANTE

Por favor, verifiquem sempre, quando entram ou saem do Shala🪷🌿, que a porta do prédio fica FECHADA. Isto é particularmente importante nos dias de muito vento, em que a porta tem tendência a não fechar completamente... Verifiquem também, por favor, que a porta do primeiro andar, onde deixam os sapatos, não fica trancada depois de entrarem!! 🙏 💜 !! Muito Grata !! 💜 🙏


 

Desapega-te da batalha. Respira calmamente e deixa as coisas acontecerem. Deixa o teu corpo relaxar e o teu coração amolecer. Abre-te a tudo o que experimentas sem lutar.”

Jack Kornfield



Os meses sucedem-se uns atrás dos outros, por vezes a uma velocidade fenomenal e confesso que é com algum alívio que constato que já estamos a chegar ao final de Outubro, mês particularmente denso a nível energético e que exige bastante de nós, de um ponto de vista multidimensional

Para quem tem mais dificuldade em escutar as suas necessidades físicas, mentais, emocionais, energéticas ou espirituais, nas diferentes épocas ou fases da sua vida e acaba por resistir e debater-se não só com estas energias densas e pesadas de Outubro, mas também com o movimento libertador e de desapego característico do Outono🍂 (ou com as características específicas de qualquer outra época…), é possível que um certo cansaço comece a instalar-se. Desse cansaço, que alguns de vós podem estar a sentir neste momento, pode igualmente manifestar-se uma certa agitação interior (mental ou emocional), frustraçãoou simplesmente diversos problemas de saúde e/ou dores(mais uma vez, físicas, mentais ou emocionais).

A “culpa” destes estados de vulnerabilidade, instabilidadeou fragilidade física (e não só) é muitas vezes atribuída à época do ano, à chegada dos vírus sazonais e outros “bicharocos”, mas não vos vou mentir, para mim continua a ser um mistério porque é que a maioria das pessoas continua a acreditar que são apenas os germes que atacam o seu sistema imunitário e as fazem adoecer e não os pesticidas, herbicidas, glifosato, teflon, fluoreto, plásticos, PFAS (substâncias per e polifluoroalquil, ou seja, produtos químicos que ficam no nosso corpo para sempre), certos óleos vegetais e de sementes, adoçantes/aromas/colorantes artificiais, produtos químicos, OGM, antibióticos, EMF (radiação de campos electromagnéticos), chemtrails, toxinas, parasitas e tantas outras substâncias nocivas ou cancerígenas que encontram todos os dias na sua comida, bebida, água, produtos para a pele e para o corpo, bem como no meio ambiente, no ar, na água, no solo…

A saúde do solo, das plantas, dos animais e do homem é uma só e indivisível.

Albert Howard



 

Alguma vez reflectiram sobre qual será a raiz desta tendência do ser humano para reduzir e limitar o seu campo de visão (e não me refiro apenas à questão da saúde, como é óbvio…) e, consequentemente, o campo da sua consciência? Conseguem ver uma ligação com a influência dos kleśa(क्लेश, causas de aflição ou sofrimento do ser humano) sobre o corpo mental, que nos prende e restringe, de forma a evitar tudo aquilo que nos empurra claramente para fora da nossa zona de conforto, mas que poderia permitir-nos relembrar Quem Somos realmente? Conseguem reconhecer em avidyā (अविद्या, a ignorância e mais especificamente, a ignorância metafísica da nossa Verdadeira Essência Divina) a fonte desta limitação e desta fragmentação que nos faz acreditar que existimos “separados” do resto, que seja uma separação entre as diferentes partes de nós mesmos, entre nós e os outros, entre nós e o mundo que nos rodeia (incluindo germes e micróbios), entre nós e Deus e pode impedir-nos de encarnar plenamente a melhor versão de nós mesmos e a nossa Expressão mais Elevada

A ignorância tem sempre medo da mudança.

Jawaharlal Nehru



 

Apesar de muitas vezes pensarmos no Yoga como um simples exercício físico, uma série de posturas que nos permitem recuperar um certo equilíbrio entre força e flexibilidade, gostaria de relembrar o que nos diz Patañjali sobre o Yoga(योग, União) :

Yogasūtra I.2

योगश्चित्तवृत्तिनिरोधः॥२॥

yogaś cittavṛttinirodhaḥ 2

« O Yoga é a paragem dos movimentos da consciência [da agitação existencial].»

Mesmo se estão constantemente a ouvir-me dizer dizer coisas como “estica as pernas”, “abre os braços”, “respira”, etc., gostaria que não se deixassem igualmente restringir e limitar neste contexto de aula e de prática física e que mantivessem presente na vossa consciência, qual é o verdadeiro objectivo do YogaO Yoga não é apenasāsana (आसन, postura) e não vai ter impacto apenas no corpo físico de quem pratica (por isso digo tantas vezes também : “não penses!”). É certo que é por aí, pela postura, que a maioria dos praticantes de Yoga começa a sua abordagem desta disciplina espiritual, mas cabe a cada um escolher se é por aí que quer ficar indefinidamente ou se está disposto a autorizar-se a ir mais além, avançando em direcção da Libertação (मोक्ष, mokṣa) que é o verdadeiro objectivo do Yoga, dentro do Tempo Divino e de acordo com a Ordem Cósmica (धर्म, Dharma), respeitando o seu próprio processo pessoal e ritmo individual, mas procurando sempre, em toda e qualquer circunstância e acima de todas as outras coisas, a Verdade (सत्य, satya). A Verdade sobre si mesmo, sobre os outros, sobre o mundo que nos rodeia. Porque só a Verdade liberta da ignorância (avidyā अविद्या). E só a Verdade liberta do sofrimento (duḥkha दुःख ).

Penso 99 vezes e não encontro nada. Deixo de pensar, nado em silêncio, e a verdade vem ter comigo.

Albert Einstein


 

Dos movimentos da consciência ou actividades mentais, que o Yoga enquanto técnica nos ensina primeiro a dominar e, depois, a parar, Patañjali diz-nos :

Yogasūtra I.5

वृत्तयः पञ्चतय्यः क्लिष्टाक्लिष्टाः॥५॥

vṛttayaḥ pañcatayyaḥ kliṣṭākliṣṭāḥ 5

« Produtoras de sofrimento ou não, as actividades mentais são de cinco espécies. »

Yogasūtra I.6

प्रमाणविपर्ययविकल्पनिद्रास्मृतयः॥६॥

pramāṇaviparyayavikalpanidrāsmṛtayaḥ 6

« São: o conhecimento justo, o conhecimento errado, a imaginação, o sono, a memória.»


 



É certo que, dependendo dos indivíduos, pode existir uma predominância de uma ou outra destas actividades mentais e isso pode estar muitas vezes relacionado com o temperamento, a profissão, a situação familiar, geográfica ou outra, podendo depender igualmente das diferentes fases da vida de cada um. Mesmo se o objectivo do Yoga é alcançar a cessação dessas flutuações da mente, de forma a permitir igualmente a cessação da identificação com as mesmas (resultado de avidyā e causa primordial do sofrimento) e a revelação do nosso Eu Superior, de Quem Realmente Somos, da nossa Essência Divina, da nossa Alma, do Ātman (आत्मन्, ātman, o “Si” ou Alma Universal, essência imutável do Ser), enquanto não atingimos esse estado de Libertação (mokṣa मोक्ष) e de União com Deus (yoga योग), enquanto temos de viver e agir no mundo material e dual, parece-me importante que sejamos capazes de nos servir de cada uma dessas actividades mentais de forma consciente e adaptada às nossas necessidades do dia-a-dia (em vez de sermos seus escravos), de forma a minimizar ou eliminar o sofrimento que pode estar associado a cada uma delas, dependendo das circunstâncias.

 

A memória (smṛti स्मृति) é indispensável para que possamos evoluir e aprender de forma constante e segura, em todos os domínios da nossa vida. Se a nossa memória for boa e se nos autorizarmos a mantê-la ou recuperá-la, mesmo que esse seja um processo difícil ou doloroso, as probabilidades de continuarmos a aprender e evoluir através da Sabedoria, em vez do sofrimento, são muito maiores, não é verdade? É óbvio que a memória não é o suficiente para que isso aconteça, outras qualidades como a Auto-Estima, a Compaixão, a Humildade ou o Perdão, são igualmente indispensáveis à presença da Sabedoria nos nossos pensamentos, palavras e acções, mas a memória pode efectivamente ser uma ferramenta bastante útil ao longo do percurso…

 

E o sono (nidrā निद्रा)? Basta lembrarmo-nos das vezes em que queremos dormir e não conseguimos ou que é suposto acordarmos e levantarmo-nos e também não conseguimos e chegamos tarde ao trabalho ou faltamos à aula de yoga da manhã (e não, não estou a falar com nenhum de vós em particular…), para que se torne claro que esta é uma “actividade mental” que não queremos de todo ver desequilibrada… Toda a nossa vida pode ficar virada do avesso, simplesmente com as perturbações do nosso sono!

 

E o que acontece à imaginação (vikalpa विकल्प), característica natural das crianças, se nos deixamos distrair e a perdemos ao longo dos anos, ao longo da vida (ou se for recalcada por processos educativos que contribuem essencialmente para um pensamento “racional” ou científico e mesmo para o pensamento único, desprovido da liberdade que está muitas vezes associada ao processo cognitivo que é a imaginação…)? Ainda têm capacidade para inventar, criar, fantasiar ou foram perdendo essa capacidade, preferindo aprender “de cor” as coisas consideradas “úteis” (privilegiando a memória) ou sobrecarregando-se com “ideias pré-concebidas”, transmitidas por pais, educadores, professores (da melhor forma que o sabiam, é certo), ou pelos meios de comunicação social (já toda a gente sabe o que penso da televisão e dos meios de comunicação social, não é verdade?) e outros “especialistas” e “influencers” de todos os tipos e feitios, que aparecem de todas as partes, nos dias que correm?



 

Em toda e qualquer situação, é sempre preferível o conhecimento justo (pramāṇa प्रमाण) ao conhecimento errado (viparyaya विपर्यय), que nos evitará certamente, a curto, médio ou longo prazo, sofrimento desnecessário. No entanto, o reconhecimento e aceitação de que o conhecimento errado é, por vezes, uma etapa necessária e importante para chegar ao conhecimento justo (e que isso não é “mau”), pode ser uma parte orgânica do nosso processo de evolução pessoal. É mesmo assim. Todos erramos no nosso percurso de aprendizagem e evolução pessoal, profissional ou espiritual. Ninguém é perfeito.

Mas é realmente importante estar atento às nossas tendências naturais ou construídas como mecanismo de defesa do ego e perceber se somos mais dotados para ver claramente, compreendermo-nos a nós mesmos, aos outros e ao mundo que nos rodeia, com Empatia e Compaixão ou se temos tendência a enganarmo-nos com frequência e a refugiarmo-nos em pensamentos que não são propriamente justos, mas que nos parecem mais “confortáveis” a curto ou médio prazo (mais tarde ou mais cedo, todos seremos levados a ver os nossos “erros”, nem que seja no momento da nossa transição!)… E ter Humildade suficiente para reconhecer os nossos erros, corrigi-los e eventualmente pedir desculpa pelos danos causados, se for caso disso, de forma a podermos efectivamente fazer a transição consciente do conhecimento errado para o conhecimento justo, sem apegos (rāga राग) nem repulsas (dveṣa द्वेष) (seja em relação ao que largamos ou ao que nos preparamos para acolher), para libertar a cada novo passo, os véus da ilusão que estavam pousados sobre a nossa consciência.

Um sentimento de aversão ou apego em relação a algo é a sua indicação de que há um trabalho para ser feito. Ram Dass



 

Se avidyā (अविद्या), a ignorância, nos impede de ver certas coisas em nós, nos outros ou no mundo à nossa volta, criando esta sensação de separação, principalmente quando os outros kleśa (क्लेश) estão igualmente envolvidos e que estamos sob a influência do medo (abhiniveśa अभिनिवेश), do apego (rāga राग) ou da repulsa (dveṣa द्वेष), sinto que é principalmente o ego (asmitā अस्मिता) que nos prende no orgulho, no preconceito, na arrogância e que nos impede de continuar o caminho em direcção da Verdade, criando um estado de negação (sem esquecer que cada kleśa reforça todos os outros e que todos têm raiz em avidyā (अविद्या), a ignorância).

Há centenas de caminhos para subir à montanha, todos levam ao topo. Os únicos que perdem tempo são aqueles que correm em círculos à volta da montanha, dizendo aos outros que o seu caminho está errado.

Provérbio Hindu

Não sei, ou não quero saber? Não consigo ver, ou não quero ver? Não tenho as ferramentas necessárias para compreender, ou não estou disposto a sentir os eventuais abalos na minha vida, se me autorizar a alargar os meus níveis de compreensão? Não reconheço mesmo e de todo, algo que me é apresentado claramente e de diferentes formas, seja através das minhas próprias percepções e sensações, das minhas deduções lógicas e sem interferências externas ou através de fontes fidedignas (verdadeiramente fidedignas e sem quaisquer conflitos de interesses, financeiros ou outros…), ou é-me simplesmente impossível reconhecer e aceitar, pois isso implicaria enormes mudanças em todo o meu modo de funcionamento e/ou forma de viver, pois não seria possível continuar a consentir certos desvios ou viver da mesma forma? Não poder ver, é diferente de não querer ver… Mas este pode ser um longo e doloroso processo de cura multimensionalque, para quem escolhe conscientemente acolhê-lo, necessita muito Amor-Próprio, Compaixão, Humildade e capacidade de Perdoar… Que cada um de nós possa fazê-lo ao seu próprio ritmo e sentir-se acompanhado, apoiado e protegido a cada instante, ao longo do Caminho

Perdoa-te a ti próprio por não saberes o que não sabias antes de o saberes.

Maya Angelou


 


Ao longo deste caminho de Auto-Conhecimento, de cura, de desconstrução do ego e de recuperação da nossa Soberania e Liberdade, parece-me bastante importante (para mim, é mesmo crucial) continuar, dia após dia, o auto-questionamento sobre as nossas próprias barreiras, obstáculos, dificuldades, com Perseverança e, acima de tudo, muita, muita Flexibilidade, Gentileza e Paciência, ir trazendo à luz da nossa consciência tudo aquilo que nos limita e restringe, tudo aquilo que cria rigidez no nosso corpo e/ou na nossa mente e, acima de tudo, PORQUÊ?… Sem nunca perder a que tudo, absolutamente tudo, acabará por se revelar à Luz da nossa Consciência dentro do Tempo Divino e segundo a Vontade Divina, se realmente colocarmos o nosso ego de parte e soubermos escutar a nossa voz interior e a vontade sincera da nossa Alma!

A água é fluida, macia e flexível. Mas a água desgasta a rocha, que é rígida e não pode ceder. Regra geral, o que é fluido, macio e flexível vence o que é rígido e duro. O que é suave é forte.

Lao Tzu



 

O que nos prende e nos impede de ver, de reconhecer, de relembrar esse estado de Yoga, de União com Deus dentro do nosso Coração e, consequentemente com toda a Vida neste planeta e mais além?

Poderão subsistir a desigualdade, os abusos, a fome, a guerra, ou qualquer outra forma de injustiça ou violência que vivemos ou testemunhamos neste mundo de valores invertidos em que vivemos actualmente se, em cada uma das nossas células, conseguirmos reconhecer que SOMOS TODOS UM, Seres Divinos, Soberanos, Livres?

Ousaremos, hoje ou um dia, fazer prova de toda a nossa Coragem para nos libertarmos, sem medos, apegos ou julgamentos, de forma definitiva e permanente, de todos os velhos paradigmas que já provaram uma e outra vez que não funcionam, para criar os novos paradigmas do mundo de amanhã?

Ousaremos, finalmente e independentemente de tudo e todos, ser livres e assumir e exprimir incondicionalmente essa Liberdade, encarnando plenamente a Verdade, a Consciência e a Felicidade (Sat-chit-ānanda सच्चिदानन्द) que JÁ SOMOS, mas que os mecanismos de defesa do ego e os véus da ilusão nos impedem de lembrar e reconhecer?

Muitas pessoas, especialmente pessoas ignorantes, querem castigá-lo por falar a verdade, por ser correto, por ser como você é. Nunca se desculpe por ser correto ou por estar anos à frente do teu tempo. Se tiver razão e o souber, diga o que pensa. Mesmo que seja uma minoria de um, a verdade continua a ser a verdade.

Gandhi



 

Como sempre, isto é apenas a partilha do fruto das minhas experiências pessoais, das minhas próprias integrações ao longo do meu caminho espiritual, da minha busca constante e consciente pela Verdade e é, assim, o reflexo de Quem Sou hoje, aqui e agora, com tudo o que isso ainda implica de limitações, incompreensões, ignorância e estrutura do ego ainda por desconstruir, por isso peço-vos que acolham apenas o que ressoa para vós, e coloquem de parte tudo o resto, como de costume.

Que possamos todos e cada um de nós, relembrar a cada instante que estamos todos a fazer o melhor que podemos, com as ferramentas que temos. Ainda assim, que possamos libertar-nos da influência da estrutura inorgânica do ego, que cria esse sentimento de individuação, que não faz senão reforçar a ignorância de Quem Somos e separar-nos dos outros, criar uma falsa ilusão de diferenças de valor, implementar sentimentos de superioridade ou inferioridade, arrogância e julgamentos e, acima de tudo, roubar o nosso consentimento, para que quem beneficia de todo o sofrimento humano possa continuar a fazê-lo, impunemente…

O objetivo do propagandista é fazer com que um conjunto de pessoas se esqueça de que certos outros conjuntos de indivíduos são humanos.

Aldous Huxley


קולולם | One Day - Matisyahu | חיפה | | 14.2.18


 

E, que possamos encontrar dentro dos nossos Corações, a Coragem de ver, reconhecer e exprimir a Verdade, através da nossa intenção, consentimento e Autoridade em Deus, por pensamentos, palavras ou acções, de forma a que as Leis Universais possam sobrepor-se às (tantas vezes injustas) leis dos homens, trazendo de volta o equilíbrio, a justiça e o Dharma (धर्म), a Ordem Cósmica… Que a Paz (śānti शान्ति) e a União (yoga योग) que nos propomos a encarnar, cada dia, através da nossa prática de Yoga ou de qualquer outra prática espiritual, possa libertar-nos permanentemente do medo colectivo que há tanto, tanto tempo inundou o Coraçãodos seres humanos, criando guerras e divisões, para deixar lugar ao Amor incondicional, que REALMENTE SOMOS

Aprendi que a coragem não era a ausência de medo, mas o triunfo sobre ele. O homem corajoso não é aquele que não sente medo, mas aquele que supera esse medo. Nelson Mandela



 

Como sempre, deixo-vos a minha mais profunda e sincera GRATIDÃO pela vossa leitura e atenção e peço-vos que, como de costume, acolham apenas o que ressoa convosco e coloquem de parte tudo o resto, já que tudo o que partilho convosco é apenas o fruto dos meus próprios questionamentos, experiências de vida, compreensões e integrações alcançadas através dos ensinamentos do Yoga, da minha própria prática espiritual e do meu sādhana (साधन). Com todo o meu AMOR e REVERÊNCIA, desejo-vos coragem, bons questionamentos e boas práticas… Dentro e fora do tapete! Para que um dia, possamos ver no mundo, a mudança que ocorre em nós através do Yoga!

Namaste 🙏💜✨ Rita


 

ॐ लोकाः समस्ताः सुखिनो भवन्तु

ॐ शान्तिः शान्तिः शान्तिः॥

Oṁ lokā samastā sukhino bhavantu

Oṁ śāntiḥ śāntiḥ śāntiḥ

Oṁ

Que todos os seres, em todos os lugares, sejam felizes.

Que haja Paz, Paz, Paz.

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